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Vale a pena fazer seguro para carro usado?

Carro usado também é patrimônio exposto na rua. Veja quando o seguro compensa, como a indenização é calculada por valor de mercado e o que muda no preço.

Guilherme ProsperiSócio da Prosperi & Costa7 min de leitura

Sim, na maioria dos casos vale a pena fazer seguro para carro usado, e por um motivo simples: usado também é patrimônio que passa o dia exposto na rua, sujeito a colisão, roubo, furto e aos danos que você pode causar a outras pessoas. O que muda em relação a um carro zero não é a existência do risco, é o tamanho da conta e o desenho da apólice.

A decisão fica mais clara quando você separa duas perguntas: quanto custaria repor esse carro se ele fosse levado ou destruído, e quanto custaria se você causasse um dano a terceiro. As respostas costumam empurrar a balança para o lado do seguro.

O valor do carro não é o único risco

Muita gente decide não segurar o usado achando no seguro apenas a proteção do próprio veículo. Só que a parte mais pesada de um acidente costuma ser o dano a terceiros. Bater em outro carro, atingir um pedestre ou danificar um patrimônio pode gerar uma conta que ultrapassa em muito o valor do seu automóvel, e essa despesa cai inteira sobre você se não houver cobertura.

A responsabilidade civil facultativa cobre esses prejuízos causados a outras pessoas. Para quem tem um carro de valor baixo, ela sozinha muitas vezes já justifica a apólice, porque o risco que ela cobre não tem relação com o preço do seu veículo.

Como a indenização é calculada

Este é o ponto que mais gera dúvida. Num carro usado, a indenização em caso de perda total ou roubo é calculada pelo valor de mercado do veículo na data do sinistro, normalmente com base em uma tabela de referência e no percentual de indenização definido na apólice. Ou seja, não é o valor que você pagou no carro, e sim quanto ele vale hoje.

Entender isso antes de contratar evita a frustração de imaginar um número e receber outro. A corretora mostra como esse cálculo funciona e qual percentual de indenização a apólice prevê, para que a expectativa fique alinhada desde o começo.

O que muda no preço

O prêmio de um usado acompanha o valor de mercado, que é menor, mas isso não significa automaticamente um seguro barato. Pesam também o índice de roubo e furto daquele modelo específico e o custo das peças. Um usado muito visado, ou com peças caras de repor, pode ter um seguro parecido com o de um carro mais novo.

Do outro lado, coberturas e franquia continuam sendo o que você controla. Ajustar o pacote ao uso real do carro e escolher uma franquia coerente com o seu bolso são os caminhos para deixar o valor proporcional ao veículo.

Quando o seguro faz mais sentido

Alguns perfis sentem mais a diferença. Quem depende do carro para trabalhar e não teria como repô-lo do próprio bolso, quem ainda paga parcelas do usado, quem mora ou circula em região com maior incidência de furto e roubo, e quem tem apenas esse veículo para a família inteira. Nesses casos, ficar sem cobertura significa assumir sozinho um imprevisto que pode comprometer o orçamento por meses.

Desde dezembro de 2025 o contrato de seguro é regido pela Lei 15.040/2024, o Marco Legal dos Seguros, que reforça a clareza sobre coberturas e prazos. Isso vale para carro novo e usado por igual, e torna a apólice bem montada ainda mais importante na hora do sinistro.

Como decidir com a corretora

A resposta certa depende do seu caso, e é isso que uma conversa com a corretora resolve. A Prosperi & Costa avalia o valor do carro, o seu uso e o risco de terceiros, compara as condições de mais de vinte seguradoras e monta a proteção que faz sentido, sem cobertura sobrando nem faltando.

O atendimento é nacional e a distância, por WhatsApp, telefone e e-mail, sem cotação automática. E quando o sinistro acontece, a corretora conduz o processo do aviso até o desfecho previsto na apólice, exatamente como faria com um carro zero.

Perguntas sobre este tema

Carro usado tem seguro mais barato?

Nem sempre. O prêmio acompanha o valor de mercado do veículo, que é menor num usado, mas também pesam o índice de roubo e furto daquele modelo e o custo das peças. Um usado muito visado ou com reparo caro pode não sair tão barato quanto se imagina.

Como é calculada a indenização de um carro usado em perda total?

Pelo valor de mercado do veículo na data do sinistro, normalmente com base em uma tabela de referência e no percentual de indenização previsto na apólice. Não é o valor que você pagou no carro, e sim quanto ele vale hoje. A corretora explica esse cálculo antes da contratação.

Vale a pena segurar um carro antigo e de baixo valor?

Depende do quanto ele pesa no seu orçamento e do risco de terceiros. Mesmo um carro de valor baixo pode causar um dano grande a outra pessoa, e a responsabilidade civil cobre justamente isso. Para muita gente, essa cobertura sozinha já justifica o seguro.

Existe idade máxima para segurar o carro?

As seguradoras têm políticas próprias sobre idade do veículo e sobre quais coberturas oferecem para carros mais antigos. Por isso comparar companhias faz diferença, e a corretora ajuda a encontrar quem aceita o seu caso nas melhores condições.

Guilherme Prosperi

Sócio da Prosperi & Costa

Sócio da Prosperi & Costa, corretora com quarenta anos de mercado e mais de vinte seguradoras parceiras. Trabalha diariamente com contratação, renovação e, principalmente, com o acompanhamento de sinistro, que é onde a apólice deixa de ser papel e vira dinheiro na conta do cliente.

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